arte + fotografia + ilustração + moda +
Uau! Faz tempo que não apareço por aqui!
Montei outro blog, mais voltado para resenhas literárias: http://www.electricbeans.blogspot.com.br o/
Grrr, não estou conseguindo postar vídeos aqui. ¬¬’
Mas tudo bem, assistam aqui 70 Million, do Hold Your Horses! e tentem adivinhar os artistas e as obras. Vou colocar algumas aqui que foram usadas como referência para o clipe (genial).
A Última Ceia, de Leonardo da Vinci.
O Nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli.
Marat assassinado, de Jacques-Louis David.
Olympia, de Édouard Manet.
The Son of Man, de René Magritte.
O Beijo, de Gustav Klimt.
O Grito, de Edvard Munch.
Vi que muita gente andou procurando pelo blog o que é expressionismo ou quando ele terminou. Por isso vou fazer um post sobre expressionismo alemão, expressionismo abstrato e neoexpressionismo.
Com relação quando começa ou termina o movimento, para fins didáticos os livros adotam datas para ajudar a pessoa a se situar, mas é importante lembrar que a história não é estanque, nem a história da arte, e não existem datas precisas que determinem o surgimento e o fim de um movimento, pois ele vai se construindo através do tempo e nunca deixa de existir por completo. Mas vamos lá.
Expressionismo alemão
O termo “expressionismo” foi usado pela primeira vez, da forma como entendemos hoje, por Herwath Walden (1879-1941), no ano de 1912. Walden era proprietário de uma progressista revista de arte alemã, Der Sturm (A tempestade). Os artistas expressionistas (muitos trabalhavam na Alemanha), queriam criar uma arte que confrontasse o espectador com uma visão mais direta e pessoal de seu estado de espírito.
O expressionismo, forma de arte representativa, possuía alguns elementos essenciais: distorção linear, reavaliação do conceito de beleza artística, simplificação de detalhes e cores intensas.
Muitos artistas opunham-se a rigidez e repressão da sociedade social moderna, como Erich Heckel (1883-1970), autor da obra Dois homens a mesa, inspirado no romance O idiota, de Dostoiévski. Artistas como Heckel estavam determinados a questionar as noções estabelecidas do papel mais amplo da arte. Para os expressionistas, se existia o mal no mundo, ele deveria ser representado.
O movimento expressionista estava associado a dois grupos de artistas: um baseado em Dresden e outro em Munique (ambos possuíam objetivos e influências em comum).
Os artistas queriam distinguir-se da sociedade urbana burguesa (da qual, a maioria se originou) e alguns passaram a viver em áreas rurais, levando uma vida comunitária, desenvolvendo grande fascínio por sociedades “primitivas”, o que os levou a serem colecionadores e imitadores da arte folclórica alemã.
Foram muito inspirados também por Paul Gauguin (1848-1903), que no final do século XIX abandonou o uso de cores realistas e passou a representar as suas cenas quase sempre imaginárias com formas simples e amplas, o que, mais tarde, caracterizaria a pintura abstrata.
A arte da Renascença germânica também foi evocada, de artistas como Albrecht Dürer (1471-1528) e Mathias Grünewald (c.1475-1528). Eles se utilizavam muito do poder expressivo do preto e do branco, revigorando a técnica medieval de imprimir utilizando uma matriz de madeira. Karl Schimidt-Rottluff (1884-1976), não se valeu apenas de técnicas de xilogravura, mas também de suas pesquisas sobre arte tribal e máscaras africanas.
Vincent van Gogh (1853-1890) e Edvard Munch (1863-1944) também influenciaram os expressionistas.
Em busca de algo mais profundo, buscaram um mundo que Nietzsche descreveu como “abundante em beleza, estranheza, dúvida, horror e divindade”. Assim, esses pintores se afastaram da sociedade convencional e rejeitaram a imitação cuidadosa da natureza.
Em 1933, quando os nazistas chegaram ao poder, reprimiram a arte expressionista, entre outras, por considerarem-nas “degeneradas”. A partir do início da década de 1930, o expressionismo viria influenciar muitos jovens artistas americanos.
Dois homens a mesa, Erich Heckel (1912).
Autorretrato, Karl Schmidt-Rottluff (1914).
Artillerymen, Ernst Ludwig-Kirchner (1915).
Cavalo na paisagem, Franz Marc (1910).
Igreja em Murnau, Wassily Kandinsky (1909).
Expressionismo abstrato
O termo também foi mencionado pela primeira vez na revista Der Sturm para descrever as obras abstratas não figurativas dos expressionistas alemães. Em 1946, o crítico de arte americano Robert Coates (1897-1973), usou o termo para se referir as obras abstratas de um grupo de artistas americanos que estiveram na ativa entre as décadas de 1940 e 1960. Apesar dos americanos trabalharem com estilos diferentes, todos buscavam causar um efeito expressivo e emocional. Esses artistas trabalhavam principalmente em Nova York, e a exposição “Pintura e escultura abstrata na América”, realizada no MoMA de NY, em 1951, estabeleceu a reputação do movimento como uma importante força no mundo das artes.
O expressionismo abstrato inspirou-se no surrealismo e buscou assimilar em suas obras as idéias psicanalíticas de Jung (1875-1961) e Freud (1856-1939), no que se refere ao mito, ao inconsciente e a memória.
O expressionismo abstrato ganhou força na segunda metade da década de 1940, com o surgimento de dois estilos pictóricos mais abrangentes: o primeiro enfatizava a capacidade expressiva das pinceladas, eram pintores “de ação” e se inspiravam no automatismo espontâneo e sensitivo do surrealismo, buscando revelar verdades que se escondiam no inconsciente do artista. Não eram guiados por processos de tomada de decisão conscientes, expressando-se por meio de pinceladas amplas e gestuais; o segundo estilo era uma estratégia oposta a pintura de ação. Os pintores excluíam de suas telas elementos irrelevantes, fazendo com que o espectador pudesse saber que “está vivo na sensação do espaço completo”. Exploraram a idéia do sublime como é descrita na obra do filósofo Edmund Burke (1729-1797), buscando criar uma arte que instigasse o espectador a experiência do encontro metafísico.
A idéia de que a pintura expressionista abstrata não possuía significado e apenas se preocupava com a inovação e o radicalismo técnico, fez com que as instituições artísticas não levassem a sério as obras.
No entanto, haviam críticos que declaravam que as telas dos artistas, no contexto do expressionismo abstrato, tornaram-se “uma arena dentro da qual o artista podia agir”. Interpretando o ato da pintura como um drama psicológico, Harold Rosenberg (1906-1978), crítico de arte, promoveu a idéia do “artista como um indivíduo” (algo que já havia sido dito pela filosofia existencialista).
O fim do expressionismo abstrato se deveu ao confronto de valores artísticos e temperamentos do grupo. Além disso, a nova geração de artistas encontrava-se impaciente por novos e diferentes temas e contextos.
A Mulher I, Willem de Kooning (1950 -52).
Pompeii, Hans Hoffman (1950).
Elegia a República espanhola, 108, Robert Motherwell (1965-67).
Sem título (Violeta, preto laranja e amarelo sobre branco e vermelho), Mark Rothko (1949).
Mastros azuis: número 11, Jackson Pollock (1952).
Neoexpressionismo
Depois do declínio da abstração na década de 1960, a pintura saiu de moda e outras estratégias artísticas competiam por atenção em um ambiente extremamente eclético. No entanto, no final da década de 1970, a pintura com o movimento neoexpressionista, que se caracterizava por obras que abordavam uma temática com frequência violenta, surge em telas grandes onde os artistas aplicavam a tinta com rapidez, de uma maneira intencionalmente grosseira. Também costumavam incluir outros materiais na superfície das obras, o que dificultava bastante a compreensão da imagem pintada.
As técnicas utilizadas por esses artistas levaram os críticos a chamarem algumas obras neoexpressionistas de “pintura ruim”.
Os artistas sentiam-se livres para se inspirarem em uma variedade de fontes mitológicas, históricas e pessoais.
Em meados da década de 1980, o ímpeto que impulsionava o movimento diminuiu, embora os artistas a ele ligados continuassem a perseverar em suas idéias.
O estudante de Praga, Julian Schnabel (1983).
O mar Vermelho, Anselm Kiefer (1984-85).
Café Deutschland, Jörg immendorff (1984).
Sou de Santos, mas moro há um tempinho em Maceió, e se me perguntarem do que sinto falta, é da Realejo Livros, rs.
Para quem mora em Santos ou for passar uns dias por lá, não deixe de visitar esse espaço tão gostoso. Dá para ficar horas sentada em uma cadeira folheando os livros (especialmente a seção de quadrinhos), enquanto se toma um cafezinho bem gostoso.
A Realejo Livros nasceu como livraria em 2001, dentro da Universidade Católica de Santos. Em 2003, mudou-se para o Gonzaga (ah, como amo esse bairro!). Em 2006 foi criada a Realejo Edições.
Hoje a Realejo traz eventos, como o chorinho, todas as sextas a noite e o Realejinho, projeto voltado para crianças nas tardes de sábado. Além disso, a livraria promove diversos cursos e sessões de autógrafo e bate-papo entre autores e clientes.
Um ótimo lugar, com uma localização maravilhosa e que não dá para perder!
Funcionamento: de segunda a sábado, das 9h as 22h.
Telefone: (13) 3289-4935
Endereço: Avenida Marechal Deordoro, 2 – 11060-400.
Você pode entrar no site, para dar uma olhada nos lançamentos, na programação e aproveitar a loja online. A Realejo também está no Facebook e no Twitter.
Em inglês, Eight Miles High, o filme de 2007, dirigido por Achim Bornhak, narra a história da vida inquieta de Uschi Obermaier (1946-), que aos 16 anos entediou-se com o seu trabalho em um laboratório de fotografia e logo tornou-se presença constante na cena de Munique. Ícone rebelde do movimento alemão de 1968, conhece Rainer Langhans e decide morar na “Kommune 1″, a primeira organização política comunista da Alemanha. Mas pouco politizada, Uschi anseia por liberdade, quer se divertir e conhecer tudo.
SPOILER ALERT.
Ela foi descoberta pela revista Twen. Magra e pequena, mas feminina, ela representou um novo tipo de modelo que estava por vir. Ela não fazia parte das campanhas radicais feministas que outras da “Kommune 1″ participavam. Uschi era mais conhecida por aparecer em revistas como Der Spiegel e Stern, na qual apareceu nua e fumando maconha.
Em 1973 se apaixonou por Dieter Bockhorn. Em 1975 foi a uma turnê dos Rolling Stones e teve um “caso” com Keith Richards e Mick Jagger, ao mesmo tempo. Também ficou com Jimi Hendrix, que chegou a visitar a “Kommune 1″.
Mais tarde, Uschi e Bockhorn viajaram o mundo em um ônibus customizado. Passaram 3 anos na Ásia, depois foram ao México e Estados Unidos, onde ficaram por 3 anos também. Casaram-se na Índia, e o relacionamento de 10 anos terminou com a morte de Bockhorn em um acidente de moto.
Uschi vive hoje perto de Los Angeles e trabalha como designer de jóias.
Uschi e Rainer.
Uschi e Bockhorn.